sexta-feira, 13 de julho de 2012

Arroz-Doce em 10 passos

Aproveitando esse clima de festa junina (ou seja, frio no sol e frio no cobertor) nada como comer algo quentinho, condizente com a festividade e o clima. E caso o clima mude de uma hora pra outra e você se vê suando bicas em pleno inverno, sem drama! Coma o arroz doce gelado.
Dessa vez fiz fotos passo-a-passo note-e-anote. Não porque eu sou legal e quero ensinar perfeitamente. Mas sim porque essa foi minha primeira vez com o arroz-doce. Sucesso.

Para umas dez porções, maisoumenos:
1 xícara de arroz
água
1L-1,5L de leite (adiciona-se até que o arroz esteja macio e não fique muito seco)
1 lata de leite condensado

Pode-se tirar o leite condensado e adoçar com açúcar. Mas a quantidade eu não tenho ideia. O negócio é ir colocando e experimentando simultaneamente.

1. Coloque numa panela o arroz lavado e água suficiente para cobri-lo. Cozinhe em fogo baixo, adicionando água se necessário até o arroz cozinhar bem.

 2. Se gostar de canela, adicione um pouco de canela em pau na primeira água do cozimento. Ela ficará na panela até o término da receita.



 3. Com o arroz cozido, mas não totalmente seco, adicione em torno de 1L de leite. Deixe em fogo baixo até ferver. Fique atento para não derramar.
 4. Quando o leite ferver adicione 1 lata de leite condensado. Ou a quantidade de açúcar a seu gosto.
 5. Deixe em fogo baixo, apurando, mexendo sempre pra não grudar no fundo da panela ou derramar. Conforme necessário, adicione leite. (sempre que houver pouca calda e o arroz ainda estiver firme).

5 1/2: Vai mexendo....

 6. Misturando em fogo baixo...
 7. Mais um pouco....
 8. O ponto (de acordo com o consenso familiar) é quando o arroz está bem molinho, e o grão de arroz puro está doce. Além disso, a calda de leite deve estar grossa, parecendo um creme. Ah, a proporção de calda/arroz deve ser farta. Se secar demais, é só adicionar mais leite. Se muito caldo, apure em fogo alto, mas mexendo sempre.

 9. Mais ou menos nessa aparência é o ponto (este foi feito com leite condensado e portanto tem uma cor mais amarelada).


10. Sirva quente polvilhado com canela em pó, sem ela ou leve a geladeira e coma gelado. 


Para conservar, deixe em um pote fechado na geladeira. Na hora de servir pode-se requentá-lo adicionando um pouco de leite, pois ele costuma "secar" quando guardado.

Ah! É normal formar uma nata monstruosa em cima (principalmente se for leite integral). Na hora de comer é só retirar. E se formada durante o preparo é só mexer que ela se dissolve novamente.

E por último: essa na verdade é a receita do arroz-super-doce. Sério.

sábado, 28 de abril de 2012

(Bolo) de Laranja com Café, Laranja com Café

Dicas pro almoço, jantar especial, refeições solitárias e encontros de amigos, ok. Mas o que fazer no café da manhã? Café preto e bolo de laranja? Acabei de aprovar.

Fiquei com vontade de fazer bolo. Qualquer bolo. Não podia ser de chocolate porque o chocolate em pó que tenho em casa era pra fazer o brownie de quinta, então nada de usá-lo. Bolo branco sem nada.. nooot. Sem fubá pro bolo de fubá. Bananas verdes pro bolo de banana. Tenho laranja.  Perfeito!!!

Resolvi adaptar uma receita minha de bolo comum (aquela receita básica para todos os bolos do mundo que já postei) porque queria economizar margarina. Usei óleo, pra deixar a massa mais úmida. E ainda bati claras em neve pra contribuir pra fofura do bolo. Mas não do jeito que você imagina....

Ingredientes:
3 ovos
2 xícaras de açúcar
1/2 xícara de óleo OU 2 colheres (sopa) de margarina
1 xícara de suco de laranja (esprema em torno de duas laranjas grandes e caldosas)
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Raspas de um limão ou laranja

Usei um único recipiente/pote/panela:
Bata as 3 claras em neve. Adicione açúcar e bata até virar um marshmallow mole. Acrescente as gemas e bata novamente até ficar clarinho. Junte o óleo/margarina, a farinha e o suco, e misture delicadamente. Termine com o fermento e as raspas, misture bem e coloque numa forma previamente untada e enfarinhada. Leve para assar em forno médio até que, ao fincar um garfo, este saia limpo (em torno de meia hora). Não abra o forno antes do bolo ter crescido por inteiro e começar a dourar em cima. Eu costumo dar uma balançada no fogão: se o bolo se mexe, significa que ainda está mole, cru. Se ele se mantém firme sinal que já posso abrir o forno e fincar o garfo.

Para 2 xícaras grandes de café não muito forte, e relativamente doce:
Coloque para ferver 400mL de água e mais um tanto. Esse "tanto" a mais serve para passar na garrafa térmica, limpá-la e deixá-la aquecida para o café.
Coloque um filtro de papel no coador ou use o de meia... Adicione duas colheres bem cheias de café em pó  (daí vai depender o tipo de pó pra deixar o café mais forte ou mais fraco. O bom é tentar uma vez e ir acertando em outras vezes, colocando menos ou mais pó...).
Quando toda a água estiver fervida coloque só a água na garrafa térmica. Ao restante (em torno de 400mL), adicione três colheres de açúcar. Não volte ao fogo, pois a água fervida "queima" o café. Foi o que me disseram, mas ninguém vai usar um termômetro pra fazer cafézinho antes de sair de casa...Aliás o certo é só adoçar o café depois, mas convenhamos... ter que colocar açúcar toda vez que quiser tomar café é um saco.
Enfim... Depois de adoçada a água e depois que tirar toda a água quente da garrafa térmica (não se esqueça desse passo!) coloque o filtro em cima da garrafa e vá passando a água adoçada pelo pó. Não é necessário ficar mexendo porque o filtro de papel pode rasgar e seu café vai ficar todo empoeirado. Ao final do processo de coação tampe a garrafa e aprecie com leite, sem leite, com chantilly ou com bolachas.

Ou com o bolo superfofo, superfofo que você fez.

Laranja com café, laranja com café! Laranja com café, laranja com café!....Xampu não lava o pé......!!!

sábado, 21 de abril de 2012

Sobremesa à la Torricelli

“Não deu tempo, não tem tempo? Não perca tempo! Torricelli” – PLúcio, 2009

Nossa! Precisava publicar isso, minha salvação da larica de doce no fim de semana que saiu ao comer uma banana verde acidentalmente. Notarão que é mais inédito e criativo que Lagoa azul na Sessão da Tarde, mas que é sempre esquecida na hora de pensar o que comer de sobremesa. Mil vezes superior a um brigadeiro merreca e sem originalidade.

Banana caramelizada com sorvete

Corte uma banana (prata, ouro, nanica, banana do supermercado ou do quintal alheio) em rodelas. Reserve.
Numa panela coloque uma colher cheia de açúcar. Leve ao fogo e deixe caramelizar. Não mexa com a colher pra não perder metade do caramelo grudado no talher.
Para que o açúcar caramelize uniformemente vá movimentando a panela. NÃO deixe o caramelo queimar. Se precisar tire a panela do fogo e fique movimentando o caramelo até ele se homogeneizar e depois retorne ao fogo. Quando estiver dourado jogue as rodelas de banana, vire uma a uma pra todas entrarem em contato com a calda. Depois de levemente seladas coloque um pouco de água nas bananas. Em torno de 4 colheres de sopa de água. Nada preciso, mas o suficiente pra dissolver um pouco a calda, mas não deixar a mistura uma grande sopa. Deixe ferver até que esteja mais ou menos dissolvido.
Jogue em cima de uma bola de sorvete. De qualquer sabor. Creme é clássico, mas sem preciosimos, ok.

Pronto! Coma imediatamente pra sentir o contraste quente-frio!


Tá meio derretido e não maravilhosamente Top Chef. Mas ficou gostoso e fui eu quem fiz. É o que importa.

PS: Já disse o quanto eu amo física? E comida? Acredite quando eu digo que essa receita é sensacional.

domingo, 8 de abril de 2012

Pratos Desprincipais

Bife ou ovo frito? Carne moída ou frango refogado? Nuggets ou berinjela ao forno?
Pra misturas opções não faltam. Fácil. Mas o que acompanhar com cada uma delas????

Arroz. Ponto. Problema resolvido.
Mas ok, imagine-se vivendo a base arroz mais alguma coisa. Por meses..anos...vidas.

Acho que criatividade na cozinha não deve-se limitar à criação/escolha de um parto principal, uma mistura diferente. Ela deve se estender à base do prato.

Na maioria das vezes um bom acompanhamento para qualquer tipo de comida assada, refogada, frita ou queimada é o arroz. Além de ser fácil, prático e meio universal (acreditem, conheço uma garotinha que não gosta de arroz), ele é neutro e branco. Combina em gosto e cor com quase tudo!

Meu objetivo hoje é trazer algumas opções de pratos acompanhantes: versáteis e cheios de carboidratos.

-Macarrão: óbviooooo! Imagine qualquer coisa de mistura. Coloque um molho de tomate ou molho branco. Junte no macarrão. Ficou bom né?
Carne moida, bifes em tiras, filé de frango, restos de uma carne assada, almôndegas, legumes refogados no azeite e alho. Se acrescentados no macarrão ficam ótimo. Afinal o macarrão nada mais é do que um arroz de ovos em formatos variados.

-Batata: algumas opções de preparo para uma pessoa:
Cozida: descasque, corte em cubos e coloque uma batata grande ou duas pequenas pra cozinhar em água com sal. Deixe na água fervente até que a batata esteja macia: o garfo entra com facilidade, mas ela não se despedaça. Escorra. Em uma panela coloque azeite, um dente pequeno de alho picadinho. Deixe fritar e adicione as batatas. Não mexa. Quando notar que está se formando uma crosta dourada na parte debaixo dos pedaços do tubérculo em questão, vire os delicadamente com uma pinça (de cozinha, não de sobrancelha) ou uma colher, até dourar no mínimo umas duas faces do cubo alimentício. Tempere com orégano seco ou ervas finas secas.

- Qualquer legume pode ser feito no estilo batata cozida, assim como uma mistura de legumes também. Incrivelmente colorido e nutritivo.

Pode-se fazer a versão “ao murro” dessa batata cozida: cozinhe batatas inteiras e com casca, numa panela de pressão de preferência, porque é mais rápido (10 minutos após o início da pressão). Cozidas, escorridas e ainda quentes, coloque-as num refratário. Enrole sua mão num guardanapo e de um murro no meio delas. Sim um murro, porrada, soco ou que você quiser. Ela vai se quebrar e amassar um pouco. Regue azeite e finalize com sal e ervas (secas ou frescas) a gosto.

Purê: cozinhe uma ou duas batatas (na pressão; ou corte as em cubos grandes pra aumentar a superfície de contato e cozinhar mais rápido). Depois de cozidas amasse com garfo ou amassador próprio. Numa panela coloque a massa de batatas, uma colher rasa de manteiga, um terço de xícara de leite e sal. Deixe cozinhar, mexendo sempre até que o purê comece a “respirar”: se você parar de mexer começam a estourar bolhas na superfície do purê. Caso queira mais mole, coloque mais leite. Depois de desligado finalize com uma pitada de noz-moscada. Faz toda a diferença.

- Pão: branco e calórico como o arroz, por que não?? Adoro comê-lo com maionese, tomate e alface apenas ou com um ovo de gema mole. Sensacional. Ainda mais quando você só tem pão de forma e o torra com manteiga antes de fazer o lanche.
Pão com molho de macarrão (vermelho apenas) fica incrível. Abra e recheie-o com um molho de tomate bem feito ou molho à bolonhesa. Polvilhe queijo ou salsinha fresca.  
Sobras do almoço??? Qualquer carne (frango, vaca ou porco) se picada ou desfiada, refogada com tomates picados e cebola, com temperos à mais (ervas secas ou frescas)  e maionese ou mostarda servem perfeitamente pra rechear um pãozinho murcho do café da manhã.
Aliás, para deixá-lo fresco novamente ligue o forno, molhe com água a superfície externa do pão e deixe o pão nas grades por uns dez minutos (cheque sempre pra ver se não está queimando). Ele volta a ficar crocante.

-Ovo: ok não dá pra comer ovo com ovo. Mas se você tiver presunto, queijo, tomate, cebola, arroz cozido (os papéis se invertem aqui...), o ovo serve como ingrediente que vai dar liga e sustância pra mistura de tudo. Pra quê outra coisa se você já tem tudo o que precisa unido por um ovo, formando uma grande omelete nutritivo?

- Qualquer massa caseira:
Panquecas; cuja receita está no site só que no post Panquecas! Pode servir como massa acompanhamento de uma mistura qualquer que vai fazer o papel de recheio. Frio ou quente!
Torta:  Aaah, qualquer coisa, se bem temperada e acompanhada de um tomate, legumes crus, queijos vira um ótimo recheio de torta. A massa mais simples está a seguir. Tenho uma outra receita de massa de torta, só que tipo massa podre (aquela de empadinha e não a estragada). Mas deixo pra uma próxima.
1 xícara de óleo
2 xícaras de leite
2 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de maisena
1 colher de sopa de fermento
sal à gosto.

-Arrozes oras!!!!: Arroz é incrível, acompanhado ou não do fiel feijão, ele merece um elogio à parte. Então incremente seu arroz, coloque legumes, tomate, cogumelos, queijo, temperos, caldos, grãos, castanhas.... Ele não combina com tudo?? Pois então faça algo com ele antes de combiná-lo com a mistura.


Não foram grandes receitas, nem dicas incríveis, mas são sugestões pra mudar um pouco.

Ou pra aqueles dias em que cozinhar um copo de arroz parece ser um desafio topchefístico de tão complicado....


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fubá x Chocolate

Sabe quando você come uma coisa incrível e fica imaginando que aquilo podia ter seu ingrediente favorito ou outro sabor, mas continuar delicioso?

Pois é. Eu também. E foi numa receita incrível de bolo de fubá aprendida com minha tia que criei o bolo de chocolate mais fofo e molhadinho que um bolo de fubá sem fubá pode ficar.

Alquimia simples: tire o fubá, substitua por chocolate em pó e adicione mais farinha. É lógico que isso nem sempre pode dar certo com outras receitas, mas na dúvida teste!

Aqui vão as duas receitas lado a lado pra haver, sim, comparação:

Fubá                                 x                                    Chocolate

2 xíc açúcar                                                          2 xíc açúcar
1 copo (requeijão) farinha de trigo                        1 e ½ copo de farinha de trigo
1 copo fubá                                                          1 copo de chocolate em pó
4 gemas                                                                4 gemas
1 copo de óleo                                                     1 copo de óleo

Misture todos os ingredientes acima numa tigela. Eles se tornam uma massa dura amarela, no caso do fubá e marrom no caso do chocolate.

1  copo de leite fervido                                          1 copo de leite fervido

Junte à massa anterior misturando bem, colocando o leite aos poucos. Depois de misturado leve à batedeira, ou prove que não precisa dessas tecnologias da cozinha e bata à mão.

4 claras em neve                                                    4 claras em neve
1 colher (sopa) de fermento                                   1 colher (sopa) de fermento
2 colheres de erva-doce                                        Acho que não rola né......

Misture as claras delicadamente à massa batida anteriormente. Por fim adicione fermento.
Leve para assar numa forma não muito pequena (dá bastante massa) em forno pré-aquecido, em fogo médio por 30-50min (fogão é igual marido: cada um conhece o que tem....teoricamente...)

Depois de pronto:
Polvilhe canela e açúcar                                       Não polvilhe canela e açúcar
Ou não                                                               Cubra com brigadeiro, etc, etc.

Dica 1: descobri com essa receita que se você usa óleo no lugar de margarina/manteiga numa receita, o bolo fica mais úmido, fofo e gostoso. Mas não saia espalhando por aí ok?

Dica 2: Faça a receita de chocolate até o final sem colocar chocolate. Aí divida a massa ao meio. Em uma parte adicione meio copo de chocolate em pó e na outra deixe branco. Coloque uma massa de cada vez na forma e pronto! Temos bolo mesclado.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Biscoitos amanteigados

Uma ótima receita para aqueles dias incrivelmente tediosos. Nas férias, por exemplo, ou num final de semana chuvoso e sem compromissos. Sozinha ou na companhia de amigas incríveis, cuja mãe tem receitas fantásticas.

Biscoitos amanteigados:
500g farinha (aproximadamente)
200g de manteiga
1 copo açucar
1 colher sopa fermento em pó
2 ovos

Misture tudo e coloque farinha até que a massa desgrude da mão e tenha uma consistência firme. Abra a massa deixando em torno de 1cm de espessura. Modele em formatos variados (compre forminhas de coração, estrela ou temáticas de datas comemorativas). Ou use copos e deixe as bolachinhas todas redondas. Leve para assar em forno pré-aquecido (180-220°C) até que comecem a dourar embaixo.
Tire-as da forma e decore a gosto. Derreta chocolate (fracionado é o melhor pois não derrete com facilidade a temperatura ambiente) e molhe um lado da bolacha. Enfeite com confeitos de açúcar. Fica bonito, mas geralmente eles são duros e prefiro sem eles.
Se não quiser usar chocolate cubra com glacê: feito de glaçúcar e um pouco de líquido (água, leite ou suco de limão) até que fique uma calda grossa e branca.
Rende em torno de 80 biscoitos.
Depois de seco embale-os em saquinhos bonitos, amarre com fitas e dê de presente para as pessoas que lhe são mais queridas.  





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fácil, assim!

Imagine uma sobremesa do tipo pudim: rápida, fácil, que só usa ingredientes normais, que tem uma única etapa e não tem frescuras de “não mexer no forno”, “assar em banho maria”, “acrescentar aos poucos”, “fazer a calda sem tocar no caramelo” e todo tipo de detalhes que são cobrados no vestibular pros cursos de “Graduação em dona-de-casa” e “Curso técnico pra ser mãe”. Pois é.
Ela existe, e ainda tem nome bonito:

Caçarola

Num liquidificador coloque
600ml de leite
1 colher de margarina
5 ovos
400g de açúcar (um pouco menos que meio pacote de 1kg portanto)
5 colheres de farinha de trigo
1 pacote de queijo ralado

Ah, dica: coloque primeiro os ingredientes líquidos e depois os secos. Facilita o trabalho pro liquidificador.
Depois de batido a mistura fica bem líquida, com um pouco de espuma e levemente amarelada(por causa dos ovos...).
Coloque numa forma untada e enfarinhada e leve para assar em fogo médio-alto (em torno de 250°C) por 40min-1h. Ou até ficar assim:


É... assim mesmo. Com esse formato estranhamente mutante. Relaxe, o alien não vai sair de dentro da massa.
Logo que tirar do forno esse relevo amontanhado murcha e a caçarola fica enrugada. Assim:


Quando esfria completamente fica beeeem enrugada mesmo. E um pouco mais firme.
Quando quente a massa é bem cremosa (e extremamente quente). Muito boa. Mas gelada também fica excelente. Assim:




Mais fácil do que isso só mamão com açúcar. Que, diga-se de passagem não chega nem aos pés da caçarola, como sobremesa.
Boa, assim.




Um ótimo 2012 a todos!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Soneto de chocolate

Do 250g chocolate e calor fez-se o ponto
Derretido com 200g de manteiga, reservados
Após em um pote, bem misturados
Da primeira etapa, se fez pronto.

De repente de cinco claras se fez neve
Longe delas, 100g de açúcar e cinco gemas,
Bem batidas em uma mistura muito leve.
Desta forma transformadas em poemas.

Chocolate, gemas, clara, bem se apure
Misturadas uma a uma com primor
Um mousse que queria que fosse

E que duas horas em geladeira devemos pôr
Que não seja enjoativo posto que é doce
Mas seja eterno enquanto dure.



Feliz Natal!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Para ver

Já citei um pouco do "Como se faz" um Pavê no post sobre creme doce. Após fazer a receita este fim de semana resolvi especificar um pouco mais e dar outras alternativas.
Primeiro quanto ao creme base mesmo.
Ele pode ser feito como falei no post passado: numa panela misture uma lata de leite condensado, a mesma medida de leite e três colheres rasas de maisena , levando ao fogo até engrossar, mexendo sempre (com um fuê, de preferência, que não deixa empelotar). Antes de levar ao fogo, pode se acrescentar uma gema. Só não esqueça de, ao separar a gema da clara, retire a película que envolve a gema. Algumas pessoas passam pela peneira. Não gosto. Principalmente se você forçar o conteúdo com uma colher. Prefiro estourar, segurar pela pele e deixar que só a gema escorra, até sobrar a película fininha. Ela deixa o creme mais firme ao gelar.
Quando tudo esfriar adicione um caixinha ou uma lata de creme de leite. No caso da lata, coloque-a no congelador por uma hora ou deixe de um dia pro outro na geladeira. Sem mexer muito fure a parte de baixo da lata, vire e fure a parte de cima até que o soro escorra. Pronto, creme de leite sem soro.

Existe, no entanto uma versão um pouco mais leve deste creme, que não usa leite condensado e sim leite e açúcar: Numa panela misture 1 litro de leite, 6 colheres de açúcar, 4 gemas e 2 colheres de amido de milho. Ferva, mexendo sempre até engrossar. Ao final acrescente uma caixa/lata de creme de leite. O autor desta receita, o charmoso francês marravilhoso Claude Troigros, da GNT, coloca uma fava de baunilha. Se você puder gastar 20 reais com o aromatizador do creme, sinta-se à l'aise!

Em qualquer uma das duas receitas do creme pode se adicionar uma receita de gelatina incolor sem gosto. Só que isso tira toda a cremosidade e deixa o creme gelatinoso e firme. É bom para usar em recheios de bolo e tortas, caso você faça para vender. Nesse caso fale com Ruth, minha empresária, para discutirmos a questão dos direitos autorais (e sr. Troigros que se dane...).

Ah, continuando amiguinha...
Para fazer a base do pavê pode-se utilizar bolo, bolacha champagne ou bolacha maisena mesmo.. No caso do bolo use aqueles de massa simples ou pão-de-ló (cuja receita infelizmente eu não tenho e nunca me atrevi a fazer). Recomendaria o post Um bolo. Ou mais.
Dá pra usar bolo pronto também. Aqueles do tipo Pullman. Uso o que tem. Aquele mesclado, de baunilha, de chocolate. Dá pra combinar que nem bolsa e cinto: bolo de coco com creme e coco ralado (aaah , dá pra substituir o leite da receita 1 por leite de coco), bolo de abacaxi com creme e pedaços de abacaxi em calda, e etc...
Daí coloque num pote bonito ou num refratário de vidro a base escolhida. Para não deixar aquela coisa seca embaixo molhe o bolo/bolacha numa calda de frutas (tipo de pessego ou abacaxi), leite com chocolate ou só leite, refrigerante, ou então use uma ideia sensacional: passe numa geleia de frutas. De preferência uma mais azedinha pra contrastar com o creme. Não recomendo suco natural de frutas porque pode azedar. No caso do bolo jogue uma camada generosa da geleia com um pouco de água pra deixar mais fácil de penetrar no bolo. No caso da bolacha, mergulhe-a na geleia, envolvendo-a completamente.
Aí reveze a camada de massa com o creme. Pode-se fazer uma camada única de massa e finalizar com o creme. O importante é sempre terminar com o creme.

De cobertura, utilize a criatividade (sem apelar) pra decorar e finalizar o prato. Se usei leite com chocolate pra molhar o bolo ou usei bolo de chocolate, geralmente termino com chocolate derretido ou uma camada de calda de chocolate/ganache (chocolate derretido com creme de leite).
Se usei frutas em calda decoro com as frutas, ou um pouco de geleia. Ou simplesmente faço uma farofa moendo o bolo ou bolacha e jogue por cima. Simples assim.

Uma sobremesa muita rápida, acredite. Mas o bom mesmo é fazer no dia anterior e deixar na geladeira pra !

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Atum!

Para satisfazer sua necessidade de ômega 3: receitas de atum!

Patê:
Uma lata de atum
meia cenoura ralada
meia cebola ralada
uma batata cozida (calma...)
cebolinha e salsinha a gosto. 
maionese

Em um recipiente misture o atum, a cenoura, a cebola, as ervas e outros temperos à gosto. Não recomendo colocar sal por enquanto, pois a maionese já é um pouco salgada, assim como o atum. No final corrija se for necessário.
Óquei. Batata cozida???? Como assim? 
Sim. Batata cozida. E amassada. 
Um pseudo-purê, que se adicionado na mistura para o patê, além de rimar muito bem, deixa uma textura aveludada na mistura e cumpre o papel de fazer com que se tenha um rendimento maior da receita, sem custos ou alterações no sabor. 
Quando tudo estiver bem misturado, acrescente a maionese até que a mistura se pareça com ...um patê, oras. 
Coma acompanhado de folhas de alface, no pão de forma ou francês. 

Atum com carboidrato:
Opção 1: com macarrão. Vide receita Macarrão, atum e bacon ou faça o patê acima, sem a batata e com mais maionese e use como molho do macarrão. 
Opção 2: misture o atum com arroz já cozido e pronto, adicione bastante salsinha e tempere com shoyu. Essa é pra quando acabou o pão, o ovo, e todas suas misturas congeladas e só sobrou o shoyu de meses atrás e o arroz cozido da semana. 

Salada de atum: 
Uma lata de atum misturado com dois tomates picados, meia cebola picada, sal, e muitas ervas frescas.

Torta de Atum:
Recheio: uma (ou duas pra ficar bom mesmo) latas de atum
dois tomates picados
uma cebola picada
uma cenoura ralada
meio maço de salsinha e cebolinha 
uma pitada de sal 
(por acaso é a receita de salada de atum??? né....)
Misture.
Massa: 1 xícara de óleo
2 xícaras de leite
2 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de maisena
1 colher de sopa de fermento
sal à gosto.
Bata no liquidificador ou misture bem na mão.

Despeje metade da massa numa forma untada, espalhe todo o recheio e cubra com o restante da massa. Leve para assar em forno alto até que a parte de cima fique dourada. 
Essa massa é sensacional. Use-a para fazer torta de frango (com recheio de frango), torta de frios (com recheio de frios) e torta de legumes (com legumes, ora vejam só!).



Adoro atum, que é um peixe muito prático de se fazer e ter quando se mora fora.Ou quando não se tem um utensílio fundamental na nossa cozinha (e vida) chamado mãe.

Não diria que é meu peixe preferido, pois atualmente se me perguntarem, entre mil e uma razões, minha resposta seria pacu. 
E não foi uma cantada.

sábado, 24 de setembro de 2011

T B C C E

The Best Chocolate Cake Ever!


Sério. É muito bom.
Peguei a receita na embalagem de um chocolate em pó. É sensacional puro, com cobertura, com recheio, como bolo de aniversário, com geleia....

Ingredientes:
4 ovos
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de leite (100ml)
2 colheres (sopa) de óleo
1 xícara de chocolate em pó (não achocolatado)
1 xícara de farinha de trigo peneirada
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de Preparo:
Bata as claras em neve e, aos poucos, junte o açúcar e as gemas.
Misture o leite, o óleo e o chocolate em pó, aqueça ligeiramente em fogo baixo e acrescente à massa de gemas, alternando com a farinha e o fermento. Passe para uma assadeira untada e enfarinhada e asse em forno médio (180-220°C) por cerca de 35 minutos (ou até que, ao ser furado com o garfo, este saia limpo).

Depois de assado cubra com cobertura de chocolate:
meia xícara de leite, uma colher cheia de margarina, uma colher de açúcar, chocolate em pó à gosto (umas duas colheres talvez....adoro minha objetividade!).
Leve para ferver até que fique uma calda brilhante. Acrescente (ou não) castanhas picadas. Cubra o bolo quente.
Recheie com brigadeiro, o Creme Doce, frutas, ganache ou então:
Corte o bolo ao meio, passe uma geleia de sua preferência (recomendo morango), depois uma camada de chantilly. Feche o bolo; não necessita de cobertura.

Pode ser usado pra fazer pavês e bolo de aniversário. Ele é macio, fofo, úmido e não muito doce. Só não é melhor que o brownie, como bolo de chocolate, porque não é poema.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Just Spices...

(...not Girls).

Pimenta. Noz-moscada. Manjericão.
Salsinha. Tomilho. Açafrão.
Coentro. Mostarda. Sal.
Cebola. Alho. Canela em pau.
Toques finais em uma receita
Bases de uma comida bem-feita.

Atendendo a minha tara por temperos o post de hoje tratará destes nobres elementos da cozinha, capazes de transformar a mais insossa comida num prato de sabores marcantes.

Talvez você deve se lembrar das aulas de história, sobre o porquê das grandes navegações e descobrimentos marítimos.  Tem todo aquele monte de justificativa que você deve dar pra Fuvest, mas uma das razões pelas quais mães choraram, filhos em vão rezaram, noivas ficaram pra se casar, para que passassem além do Bojador, eram as especiarias.

Temperos, objetos de desejo desde o século XV. (Óquei era por necessidade e não por causa dos paladares refinados).

Mas atualmente (em que temos geladeira, freezer e bacalhau desfiado em potes plásticos), temperar a comida continua sendo essencial. Que me perdoem as pessoas (e não o Pessoa), mas até um mero ovo frito merece uma certa dedicação temperística.

Acho que é essencial termos mais do sal, cebola e alho em nossa cozinha. O trio anteriormente mencionado é base pra praticamente todas as receitas da cozinha. Afinal sozinhos eles dão conta. Mas a existência de mil temperos, a facilidade em tê-los e usá-los, são motivos pra que abandonemos a rotina sazon/alho-cebola e adotemos um estilo de vida colorido, salpicado, cheiroso e diferente.

Começo falando dos temperos secos. Práticos, duráveis, baratos e simples de usar.

Meu favorito é a noz-moscada. É muito aromática, de sabor leve, mas marcante. Se exagerar deixa a comida meio amarga.
Se tiveres acesso a um ralador o melhor é compra a noz inteira (tipo a de esquilos) e ralá-la no momento da finalização. Ou compre a em pó, que está pronta para o uso.
Geralmente, uso em tudo. Em qualquer prato salgado. Tempero o ovo, o omelete, o frango, a carne de porco ou vaca, o purê de batata, o creme bechamel (uso clássico), estrogonofe, o caldo de frango, legumes cozidos. Acho que só não combina (talvez porque nunca testei) em saladas e pratos frios. A quantidade exata... não é comigo, mas pra se ter uma noção deixe a comida com alguns de pontinhos pretos.

Pimenta-do-reino é outra coisa muito presente. Se você assistir a qualquer programa de receita (principalmente com chefs estrangeiros) verá que em todo, TODO, prato salgado o tempero-base é salt and pepper. Usa-se, geralmente, em carnes em geral, molho de salada, caldos, sopas e enfim. Tome cuidado pra não por demais. 
Posteriormente vou comentando o uso de cada tempero. Afinal são muitos. E, modéstia ao lixo, como já dizia um amigo meu, conheço boa parte deles.

Especiarias. Não é preciso cruzar o Atlântico para tê-las.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Receita Dadaísta

Pegue na geladeira
Pegue na faca e frigideira
Escolha os ingredientes que estão guardados há mais de uma semana
Descasque os legumes, separe o presunto e queijo, fatie a linguiça e quebre o ovo
Corte-os em seguida, com atenção, e meta-os numa panela com óleo e temperos.
Mexa suavemente
Acrescente o arroz pronto do almoço
Esquente conscienciosamente na ordem em que os ingredientes foram colocados
Finalize com um pouco de farinha de milho e ervas frescas.
E assim temos uma receita infinitamente original e de praticidade fascinante, mesmo que incompreendida.


Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj081Q6koE-ck19XZ-re0tBs2Mp2LVsgARM98K_yLlzxIgSqZ4FE6mX7hvIK7uOKPOal32iNklfNcQXu5W_N5sCytJBAG2zd7W_qC1iXxGVFLo7Kk4WqHDfNvybqZSl0WJfarf9cJ1TgJVl/s1600/nt.jpg

Versão de vanguarda do clássico familiar "patchoca", prato refinado feito 
com o que há disponível mais as sobras do almoço com o intuito de evitar desperdícios. 


Isso é o que podemos chamar de receita-artístico-literário-ecológica!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

I like baconzitos

Mentira.

Não é porque não gostamos de certa comida que devemos excluí-la completamente de nossas vidas. Por isso resolvi exercer minha tolerância e ignorar minha repulsa por bacon para publicar receitas que levam (e precisam) deste gorduroso e defumado ingrediente.
A primeira recita é um clássico das amonetárias noites sancarlenses:

Macarrão com molho branco, atum e bacon.
(invenção do sr. Gomes...)
Um pacote de macarrão
uma lata de atum,
duas caixas de creme de leite
Bacon a gosto
Cebola, alho, noz-moscada e sal para temperar
Frite o bacon até ficar dourado (não é necessário o uso de óleo), jogue a cebola e o alho até fritar bem. Misture o creme de leite e o atum até esquentar, tempere com sal e noz-moscada à gosto e use como molho no macarrão cozido. Polvilhe queijo ralado.

Feijão gordo
Duas xícaras de feijão cozido
Alho, cebola, sal e uma folha de louro
Meia calabresa picada em cubos ou rodelas
Uma colher de bacon picado
Salsinha e cebolinha a gosto.
Frite o bacon até que ele doure e solte um pouco da gordura. Frite a cebola e o alho. Adicione a calabresa e depois de bem cozida siga com o feijão e o louro. Acrescente água necessária. Lembre-se que com o cozimento o caldo engrossa, mas não adicione mais do que duas xícaras de água (de preferência a usada no cozimento anterior do feijão).
Com o caldo encorpado finalize com as ervas frescas e o sal à gosto. Coma acompanhado de arroz, salada (ou couve refogada) e farofa.

Uma atitude prática que aprendi com minha mãe é comprar uma peça de bacon (escolha aquela com mais carne e menos gordura; olhe a espessura da faixa de gordura e imagine se ela preenche totalmente suas artérias); cortá-la em cubos e levar pra congelar numa forma (todos os cubos separados). Depois de congelados coloque-os num saquinho e conserve no congelador por muito tempo. Cada vez que for usar, retire a quantidade suficiente já picada e guarde o restante. Dependendo do seu nível de tendência suicida no consumo do bacon, ele poderá durar até seis meses.

Depois desta postagem totalmente imparcial sobre o bacon, em que quase não emiti juízo de valores sobre o consumo desta gordurosa espécime alimentar e que argumentei equilibradamente do porquê cozinhar bacon, desejo-lhe sorte passado leitor, presente cozinheiro, futuro infartado.
Quem sabe da próxima vez não trago uma receita sobre Éledeéle au gorduré trans ou Sodium vol-au-vent...


...



Óquei. Me rendo. Bacon é muito saboroso e essencial em alguns pratos. Se usado com equilíbrio e em combinações corretas (no feijão, na couve, enrolado no frango, no purê de batatas...) ele substitui todos os outros temperos com primor. Além do mais, ele dispensa o uso de óleos ou margarina no cozimento. Quanto a ponto de ser saudável.. bem, é só questão de não comer uma peça de gordura por dia acompanhada de dois litros de coca (que contém muito sódio ao contrário de outras, né...).

Crocante, bem cozido ou picadinho. Mas nunca em forma de isopor colorido e mal-cheiroso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Miojo. Fail?

Hoje é comemorado o Dia do Miojo. 
No dia 25 de agosto, a Nissin Miojo celebra os 53 anos do macarrão instantâneo no Brasil. Para isso vários chefs renomados, recriam a receita do tradicional miojo, usando ingredientes sofisticados e servindo em lugares chiques cobrando até 70 reais por algo que se paga 70 centavos no supermercado.
Aí você me pergunta: bom nesta data especial, nos trará uma bela receita de macarrão instantâneo ao molho bechamel, ou quem sabe Miojo ao fungii. Te respondo: não.


Que me perdoe Jamie, 
que me perdoe Adriá, 
mas fora do meu blog, 
o miojo está.


Sopa-macarrão! Onde já se viu??! Se for pra comer sopa, coma sopa. Se quiser macarrão, coma macarrão. Odeio misturar receitas.


Macarrão Pizza:


Junte numa forma ou refratário que possa ser levado ao forno um pacote de macarrão cozido. Coloque presunto e queijo picados (200g de cada), duas cenouras e dois tomates em cubos, uma lata de ervilha, meia cebola picadinha, ervas frescas e orégano. Seguindo esta base acrescente o que quiser: peito de frango desfiado ou uma lata de atum, milho verde, brócolis cozido, vagem, abobrinha, bacon, mortadela, ovos cozidos, e etc infinitamente. Misture e coloque uma (ou duas se precisar) caixinhas de creme de leite e uduas colheres bem cheias de maionese. Tempere a gosto com sal, pimenta, noz-moscada (minha paixão), mostarda, shoyu...Leve ao forno até que fique quente e o queijo derreta.


Pizza de Brigadeiro: 


Para a massa bata 3 claras em neve, junte meia xícara de açúcar, as 3 gemas, meia xícara de farinha e 2 colheres de maisena. Leve para assar até dourar numa forma grande (para que a massa fique fina). Depois de assado, coloque brigadeiro (uma lata de leite condensado, chocolate em pó o suficiente e duas colheres de margarina até desgrudar da panela) e polvilhe com granulado. Sirva com sorvete opcional.





 As receitas não ficam prontas em três minutos (nem o miojo), mas você terá bem mais do que três minutos de prazer (!) degustando-as.


PS: Jamie = Jamie Oliver, um lindo, simpático, chef inglês, apresentador de programas de receitas e quem sabe meu futuro marido. 
Adriá = Ferran Adriá, renomado chef francês, precursor da gastronomia molecular (espumas, comidas que explodem na boca e etc...), cujo restaurante tem 3 estrelas (máximo) no guia Michelin (principal guia culinário do mundo). Ou seja, é o cara foda do momento.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Simplesmente um luxo.

Desafio:
1. fazer uma sobremesa de chocolate.
2. que tenha como ingrediente curry ou manjericão
3. ela tem que ser gostosa.

O challenge foi tirado de Top Chef just Desserts pelo Davi e Mar..Daniel!. Eu deveria confeccionar uma sobremesa de chocolate que levasse curry ou manjericão, assim como os grandes chefs do programa criaram. Aceitei testar com ambos os temperos. O resultado foi o seguinte:

Bombom húngaro de manjericão
Para 15 bombons pequenos usei:
1/3 de bolo pronto de baunilha (neutro). Fica melhor se usar pão de ló caseiro, mas não tinha isso ao meu alcance...
1/2 xícara de calda de chocolate (ferva leite, um quadradinho de barra de chocolate meio amargo e folhas de manjericão)
duas colheres de sopa de manjericão fresco picado
Esfarele o bolo num recipiente, junte o manjericão e regue com a calda até que se forme uma massa firme e homogênea, possível de se moldar em bolinhas. Modele os bombons, mergulhe em chocolate meio-amargo derretido, escorra e leve para gelar.

Mousse de chocolate com curry
Bata creme de leite fresco ou mistura para chantilly (de preferência sem açúcar) e misture chocolate meio-amargo derretido. Aqui as quantidades são variáveis. Utilizei cerca de duas xícaras de chantilly batido e meia barra de chocolate derretida. Para temperar use, para a quantidade mencionada, meia colher de café de curry em pó.
Leve para gelar em recipientes individuais.

Banana caramelada ao curry e cobertura de ganche
Derreta duas colheres rasas de acúcar com meia colher de café de curry em pó. Ao começar a derreter adicione uma banana cortada em rodelas não muito finas. Deixe caramelizar, virando as bananas delicadamente. Coloque num prato ou numa taça de vidro e cubra com ganache (chocolate derretido com creme de leite o suficiente para se tornar um creme espesso)
Testei inicialmente com peras e deu certo. Mas prefiro a banana, que combina perfeitamente com o chocolate. Ahhhh  sirva quente com sorvete de creme, se puder.


Eu provei estas, teoricamente, requintadas sobremesas e gostei. Realmente os dois temperos dão um sabor diferente ao chocolate: o curry deixa um sabor levemente apimentado enquanto o manjericão confere um pouco de frescor ao bombom. Mas acredite, são totalmente dispensáveis.
Nenhum dos dois faz o papel de "oh-meu-deus-se-não-tivesse-colocado-isso-a-sobremesa-ficaria-intragável".
É legal, por serem ingredientes inusitados para doces. Dão certa sofisticação, pelo menos ao nome dos pratos.
Por isso, para a primeira receita, exclua o manjericão e complemente a mistura do farelo de bolo com alguma castanha picada: castanha de caju, do pará, nozes ou amendoim.
Na segunda receita... bom ignore o curry e utilize como mousse, recheio ou cobertura de bolo.
Na terceira, troque o curry por canela, ou deixe sem nada mesmo. Não precisa de ganache. O chocolate derretido puro, quando endurece contrasta em textura com a maciez da banana.

É amigos, não precisamos de ouro em pó, muito menos de caviar para transformarmos nossas refeições em pratos dignos de Top Chefs.
Basta apenas...criatividade, tempo, dinheiro, ingredientes, paciência, acessórios de cozinha, vontade, estímulo, um porta-temperos com curry, uma horta com manjericão fresco, espaço na geladeira, inspiração, falta do que fazer, um blog para manter, etc, etc, etc...

PS: após criteriosos e rígidos testes e um controle de qualidade rigoroso (leia-se: amigos) concluiu-se que a terceira sobremesa é a melhor. Concordo.

domingo, 14 de agosto de 2011

Cozinhar. Não apenas.

O ato de cozinhar não se resume a apenas preparar ingredientes e servi-los. Há mais entre o fogão e a pia do que pressupõe vossa vã filosofia.
A arte da cozinha começa cedo, com o acompanhamento quase diário da rotina materna, uma devoção quase religiosa ao vislumbramento das etapas que envolvem o preparo do almoço. Dessa passiva admiração inicia-se a fase da participação mais ativa, seja lavando alface ou a louça. Nesse ponto alguns abandonarão a cozinha de vez. Mas quem disse que no primeiro dia num restaurante começaremos como sous-chef? A louça e o chão sujo são os primeiros passo de um caminho repleto de cascas de legumes, cebolas a serem descascadas e que somente no final terá um prato de louça branco com uma vieira esperando pra ser finalizada com seu molho curry.
Além disso, olhando o momento de preparação de um prato, não nos basta apenas abrir a geladeira cortar legumes e carnes aleatoriamente e num passe de mágica teremos algo criativo e gostoso. Não. Nada disso. São necessárias horas de análise combinatória com os ingredientes disponíveis, frustradas tentativas de temperos e meses se acostumando as mesmas coisas se tornando pratos finais diferentes para que tenhamos algo digno de (auto)elogios.
E acredite, para mim, fiel cozinheira e adoradora de pias limpas e cozinhas organizadas, não há nada mais prazeroso do que viver esse processo por completo.
A felicidade e satisfação que uma boa comida nos traz é capaz de fazer com que eu, durante horas, reflita os pratos que poderiam ser feitos com os itens de minha humilde reserva alimentícia. Ou quem sabe algo que possa ser servido aos amigos num final de um dia cansativo, que custe pouco e agrade a todos.
Ao fim desse processo pensativo, está criada uma expectativa que vai ser responsável pelo ânimo necessário para a verdadeira confecção do, às vezes simples, prato. Planejar mentalmente a ordem de preparo dos ingredientes, calculando com exatidão o tempo de cozimento e a adição de algum tempero no momento correto. E, acreditem, ao mesmo tempo, conversar, rir e ouvir uma música. Posso abrir mão do conforto do sofá e da mera apreciação dos cheiros da comida sendo preparada, mas tenho em troca o camarote Vip para acompanhar a transformação de simples pedaços de carne com cebola triturada, numa maravilhosa lasanha. E o mágico neste caso sou eu.
Nesse meio tempo o arroz pode queimar, o legume passar do ponto e a carne ficar crua. E aí a vontade de lançar a panela de pressão pela janela, junto com a sua cabeça acaba te sufocando. Mas lembre-se: sempre temos na agenda o telefone da pizzaria de dez reais, ou uma dúzia de ovos que poderão se transformar numa nova jornada culinária (supondo que não tenha lançado sua frigideira dentro da privada ainda).
Mas se tudo der certo, chega-se ao ápice da noite, o clímax da cozinha, o momento da revelação final, em que cuidadosamente pegamos nosso prato da coca-cola e organizamos com um carinho materno e expectativa quase incontrolável as partes que farão o prato, sempre finalizando com uma erva, um molho colorido ou quem sabe uma cereja que não é chuchu.
 Aos nossos olhos, a mera composição arroz+feijão+salada+carne, se torna um primor culinário. E a grande satisfação é saber que ao estômago dos que provarão, aquilo também foi um primor. Não ficamos apenas na espera do veredito final, da cara de prazer e dos longos agradecimentos e elogios. Não que isso não seja a razão de grande parte de nossa vida, motivo de sorrisos orgulhosos e felicidade eterna.
O que quero dizer é que cozinhar não é apenas cozinhar e servir. É algo muito mais abrangente e prazeroso. Envolve todos nossos sentidos e exige de nós toda a concentração (durante todo o processo e vida culinária) ao mesmo tempo que serve pra relaxar e apenas satisfazer uma necessidade biológica.  Comida gostosa é feita com amor? Talvez. Acredito mais que a intensidade de qualquer emoção reflete no prato a ser feito, seja ela a raiva, a dor ou frustração. O mero fato de sentirmos enquanto cozinhamos transforma as coisas simples e rotineiras em algo surpreendentemente marcante.

As grandes obras são belas por serem inteiramente belas: o início, o meio, e o fim, que por mais trágico que seja, passa a ser poético e sua tristeza se faz bela pelo fato de que esta parte compõe algo inteiro, muito maior que ele mesmo. Cada parte se completa e nenhuma delas nos emociona sozinha. Elas são necessárias, e por maior o sofrimento, dor e desespero que cada fase possa trazer, ele é vital para que possamos notar as alegrias, amores e belezas do resto da história. Ao final de cada uma delas, deixam em nós algo a ser pra sempre lembrado como apenas uma memória ou como o grande aprendizado de sua vida. Quando termina-se algo que um dia foi bonito, possibilita-se o início de um novo conto, uma nova canção, uma nova história que poderá se tornar eterna ou ter seu fim da mesma forma.
"Que seja eterno enquanto dure". Seja isso um poema, um romance ou uma nova receita.

domingo, 24 de julho de 2011

Dias gostosos de chuva fina...

Segue uma receita prática, monopanelística, ou seja, caros senhores leigos em meus neologismos dignos de Guimarães Rosa: uma receita que só usa (e suja) uma panela.


Sopas:


Consiste em uma mistura de carne, legumes, macarrão/arroz, em um caldo, servida quente, geralmente acompanhada de pão, vinho, muito frio e conforto. Sem pressão mas o ideal é fazê-la numa panela de pressão.

Sua confecção se inicia geralmente com o cozimento da carne usada: Refogue bastante alho e cebola, deixe bem dourado. Daí adicione a carne. Inspire e vamos lá:
- Frango: use peito de frango em cubos, coxinhas ou sobrecoxas de frango. Deixe dourar bem o frango, de preferência com a pele, ao menos nessa etapa, pra deixar mais saborosa. Retire-a depois se preferir. Deixando uma cor bonita no frango agora, além de encorpar a o caldo, impede que o resultado fique semelhante a grande população consumidora desse tipo de comida: doente e pálida.
-Carne de porco ou linguiça: idem frango, só que o tempo de cozimento é maior, devido a riscos biológicos contidos na carne em forma de ovos de vermes.
- Carne de vaca: recomendo carnes de segunda> mais baratas, mais saborosas e bonitas. Geralmente se utiliza músculo, acém, paleta. Corte a carne em cubos (ou peça pra vir cortado) e frite bem no alho e cebola. Nesse caso será necessário adicionar um pouco de água (até cobrir a carne) e deixe na pressão. O tempo varia de acordo com a quantidade de carne/água e qualidade da carne em si. Nesse caso deixe de dez em dez minutos na pressão, desligando o fogo a cada período para provar.

Se for necessário usar água no cozimento da carne, não tem muito problema colocar água demais porque ela formará o caldo da sopa depois. Podem ser usados caldos industriais pro preparo. Não recomendo. Se temperar bem  a carne com alho, cebola, talvez pimenta do reino, sal, ervas tem-se um resultado muito melhor, porque faz com cada ingrediente tenha um sabor leve dos temperos, ao contrário do caldo de pozinho que deixa sua linda mistura de carne e legumes com gosto de "coisas-sólidas-e-coloridas-com-gosto-unicamente-do-caldo-knorr".

Carne pronta começamos a fase dos picadinhos. Não fujam, queridos usuários do RU da Ufscar, pelo aparecimento deste traumático nome. Picadinhos serão todos os legumes.
Quanto mais, melhor, mais nutritivo ou seja mais anos em sua expectativa de vida.
Cenoura em rodelas, ou cubos, vagem, batata em cubos, batata-doce, mandioquinha, abobrinha e etc. Coloca-se conforme o tempo de cozimento: primeiro cenouras e vagem, depois batatas e por último mandiocas e cia ltda.

Na canja usa-se o arroz. Costumo colocar em torno de uma xícara para uma sopa pra quatro pessoas, junto com as cenouras. (aliás, nunca vi sopa individual. A não ser aquelas sopas em pó, que sem sombra de dúvida, são em minha humilde, modesta e melhor opinião a coisa mais ruim, horrível, mal-cheirosa, de gosto mais absolutamente repugnante do mundo comestível e não-comestível. Sem exageros.)

Outra opção é o macarrão. Coloco antes da batata. Geralmente utiliza-se do tipo ave-maria, pai-nosso, conchinhas ou para os mais cultos, o macarrão de letrinhas. Siga o tempo de cozimento do pacote.

Na sopa de feijão, feita com o macarrão, parte do caldo é feito com feijão cozido batido.

Na finalização (quando todos os ingredientes estão devidamente cozidos, sem estarem moles demais) adicione bastante salsinha e cebolinha. Em torno de uma xícara das ervas picadas.
Para deixar a sopa uma refeição ainda mais "mãe", coloque verduras no prato antes de por a sopa. Couve, rúcula, repolho, espinafre e outras folhas firmes tornarão a refeição digna de Popeye.

Coma acompanhado de pão amahecido, frio e chuvinha fina debaixo de um cobertor assistindo (no meu caso  de garota obssessiva) programas de culinária.
Olha que coisa fofa e organizada! E não sou eu!